Saturday, May 13, 2006

Cadáveres para a arte e a ciência

Um cadáver sem pele, ajoelhado e com as mãos como se estivesse rezando, segurando o próprio coração. A primeira escultura/objeto científico da Exposição Body Worlds simboliza bem a polêmica em torno da mostra.


Fui hoje ao Museu de Ciências Naturais de Houston ver os Mundos do Corpo do Dr. Gunther von Hagens. Ele chama seu trabalho com a plastinação (técnica de sua autoria que consiste em substituir os fluídos do corpo por resinas plásticas) de Arte Anatômica. O corpo humano assim exposto serve como um objeto de análise anatômica, certamente. Em um museu de ciências pode estar ao lado de ossos de dinossauros ou de uma múmia. Entertanto Von Hagens não se contenta em apenas mostrar mas também modela os cadávares em poses como esculturas. Poderiam estar num museu de arte: um cavaleiro montado segurando o próprio cérebro (o cavalo também não tem pele), ou uma mesa com três corpos jogando poker.


O resto da polêmica não se centra na questão arte ou ciência, independe disto. Grupos, geralmente de base religiosa, recriminam a exposição por completo. Corpos humanos deveriam ser tratados como sagrados.
Fontes: Minnesota Public Radio e Wikipedia

3 comments:

Tuaregue said...

Como "arte" não se define, tudo, desde o monte de estrume já citado em post anterior, até a Pietá de Miguelângico é arte. Quem de nós, simples mortais, está em condições de rotular se cadáveres sem pele são ou não "arte". Não precisa responder, sei que você concorda comigo, já falamos isso antes.

Anonymous said...

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Anonymous said...

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