Wednesday, February 13, 2008

De volta das férias, encontro uns cúbiculos vazios, aliás o andar todo está às moscas. Uma cambada foi mandada embora. Eu com meus botões pensando que talvez minha hora havia chegado. Principalmente pois na minha inquietude de viajante compulsivo não estava aqui quando o projeto tomou outros rumos. Mas para minha surpresa não foi o caso. Continuo firme na firma. Sou ainda muito bem quisto e precisado por sinal.

O filósofo de final de semana Jair espertamente analisou um dos paradoxos do capitalismo que porventura explica o como as minhas ausências periódicas me ajudam a ser um querido empregado.

DA SÉRIE: "Paradoxos do Capitalismo Corporativo"

Se você trabalha de acordo com as regras procure ausentar-se com certa regularidade pois, assim, seu chefe notará que sua falta reduz a produção e que você é útil. Se você não se afastar jamais, como seu chefe imediato poderá aquilatar a sua produção? Como medir a quantidade de trabalho que deixa de ser feita se você não permite comparações entre presença e ausência? Assim, deixar de trabalhar de vez em quando é necessário, mais até, é fundamental para a estabilidade do trabalho, seu e da empresa na qual trabalha.


Fica aí então uma dica para todos os caxias nesta corrida de ratos.

6 comments:

Brandina said...

É verdade....tua cunhada australiana também passando férias aqui em Floripa, entra na internet e conversando com amigas do serviço dela, descobre que teve aumento de salário. Viu só como ela também é importante? Acho que eles ficaram com medo de ela não querer voltar. hahahahaha....Mãe.

Quase anônimo said...

Muito bom seu post ornito, agora só falta um título, que eu sugiro: "Capitalismo Corporativo, esse enigma"

Daniel Caron said...

é cara, quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro. o negócio é circular!

roliude said...

é uma pena que nao nos cruzamos em sua visita a casa trushna
mas o quadro que aqui esta é sempre uma inpiração
uma louca criação

ainda dos encontramos pelo mundo
um abraço meu caro

Anonymous said...

Boa filosofia, estou indo pra praia imediatamente...

Luis AKP

Amatuzzi said...

e qdo vc apenas finge que produz para a empresa? O negócio é nunca faltar, para ser o funcionário modelo, que não falta nem com o pé quebrado! Apesar de não servir pra nada, esses perduram