Friday, April 28, 2006

Pinga (ou a falta dela) e Hemingway

Estou parando de beber e lendo Hemingway. Na verdade: diminuindo. Parando é muito forte pra mim ainda. Mas o problema é que estou lendo "The Sun Also Rises" (E Agora Brilha o Sol). O livro é sobre a conhecida geração perdida de pós-primeira guerra. Sobre um grupo americano-britanico que inclui entre outros o protagonista Jake Barnes e sua amiga festeira Lady Ashley que estão na Europa. Além de irem a restaurantes em Paris e touradas na Espanha, eles vão aonde? A bares. Dão risadas, contam estórias, e bebem, e bebem. E eu aqui, tomando água. Será que é crise de abstinência e eu fico vendo pêlo em ovo? Mas mesmo que fosse outro livro dele, iria ficar do mesmo jeito imaginando ele de cara cheia com as bochechas rosadas. Que cousa! Melhor parar com isto e começar a ler Bukowski.

6 comments:

Tuaregue said...

O fio condutor que une Hemingway e Bukowiski, além de ambos escreverem bem, é claro, é fato de a bebida ser a muleta dos dois. Maníaco-depressivos - hoje teriam síndrome bipolar, um nome bem mais "clean" - fizeram da bebida uma fuga da dura realidade que os cercava.
Beber ou não beber, não é questão pois não beber é tão bom quanto beber.

Augusto Ouriques Lopes said...

Tuaregue:

Não entendi o "não beber é tão bom quanto beber", mas quem sabe é aí que eu tenho que chegar.

Má said...

Vamo bebe porrrrrrrrra!!!!!

Tuaregue. said...

Não bebo, portanto posso falar com conhecimento: Não beber pode trazer o mesmo prazer que a bebida traz, daí ser tão bom quanto.

Adri said...

Bem, eu sou praticante do esporte "bebidas" e ao mesmo tempo concordo com a opiniao de Tuaregue! Bem, sou praticante pois acho que nao existe nada mais relaxante para o corpo e mente, do que uma taca de vinho, acompanhando o jantar, todas as noites depois de um longo expediente de trabalho... ao mesmo tempo, concordo com Tuaregue, pois nos dias de folga, dias que nao estou cansado do trabalho, os dias sao muitissimo mais interessantes visto pelos olhos "sober"... e a realidade passa a ser real!!

Pedro, o grande said...

Estou plenamente de acordo com Adri, uma mente lúcida sem os eflúvios do alcool, nos dá a capacidade de apreciar melhor as belas coisas que nos cercam, sentir com mais intensidade os sabores e aromas de uma boa comida e melhor desfrutar os prazeres do ato sexual.